O tempo começava a arrefecer. Tinha chegado aquela altura do ano em que tudo se tornava mais descolorado. Porém, foi de coração quentinho que abrimos a porta do camarim, depois de uma alegre e produtiva sessão de teatro, café e gargalhada.
As nossas personagens tinham-se tornado como amigas em comum, ao ponto de nos surpreenderem com reviravoltas e saídas espontâneas vindas das nossas próprias cabeças.
Havíamos descoberto algo mágico em trabalhar assim, entre mimos e ataques de riso. A inspiração vem à tona de uma forma ainda mais empolgante. Sabia-nos a estar realmente vivos.
Estava ali - está aqui - o futuro que realmente queremos.
Pela primeira vez, sem darmos por isso, estávamos realmente em casa.
Afinal, o nosso Camarim é o espaço que acontece em tardes como esta.
André&Inês

Sem comentários:
Enviar um comentário